A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC África) lançaram um plano conjunto para combater o surto de ebola que afeta a República Democrática do Congo e preocupa países vizinhos. A estratégia terá duração de seis meses e prevê a mobilização de US$ 518 milhões para financiar ações emergenciais.
O surto já contabiliza mais de 100 casos suspeitos e 48 mortes. O objetivo do plano é fortalecer a capacidade de resposta dos países africanos por meio de investimentos em vigilância epidemiológica, laboratórios, atendimento médico, prevenção, controle de infecções e mobilização comunitária.
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, o sucesso do combate ao ebola depende da participação das comunidades locais e da cooperação entre os governos. Ele ressaltou que o rastreamento de contatos e o atendimento rápido aos pacientes são fundamentais para interromper a transmissão da doença.
O diretor-geral do CDC África, Jean Kaseya, destacou que o continente precisa agir rapidamente para evitar a expansão da doença. Entre as prioridades estão o fortalecimento dos controles em fronteiras, a proteção de populações vulneráveis e a cooperação entre países vizinhos.
Um dos desafios é a ausência de vacinas e tratamentos específicos para o vírus Bundibugyo, variante responsável pelo atual surto. Por isso, as medidas também incluem o fortalecimento dos sistemas de saúde para garantir capacidade de resposta diante de novas emergências.
Além do ebola, o plano prevê ações coordenadas para enfrentar outras ameaças sanitárias que afetam o continente africano, como mpox, cólera e sarampo. As organizações internacionais reforçaram o apelo para que os governos ampliem a vigilância e mantenham a cooperação regional para evitar a disseminação dessas doenças.

