A participação feminina na Guarda Civil Municipal (GCM) continua em crescimento. Das 100 vagas oferecidas no concurso público de 2024, 27 foram preenchidas por mulheres, percentual superior ao registrado nas primeiras turmas da corporação.
Na primeira turma, formada em 2006, foram aprovadas dez mulheres entre 75 vagas, o equivalente a 13,3% do total. Em 2012, o número passou para 11 mulheres em 91 vagas. Em 2016, foram 27 aprovadas entre 103 vagas, índice de 26,21%. Em 2026, a participação feminina chegou a 27%.
Um dos principais nomes dessa trajetória é a subinspetora Cinira Martins Borges de Souza, primeira mulher oriunda da própria Guarda Civil Municipal a assumir o comando da corporação, em 2016.
Formada em Pedagogia, Direito e Segurança Pública Municipal, com especializações em Gestão em Segurança Pública, Processo Penal e Direito Penal, Cinira também coordenou recentemente o curso de formação que preparou cerca de 150 novos agentes.
A guarda Nathália Pomenêna Silveira, integrante da terceira turma da corporação e instrutora de Patrulhamento Operacional, afirma que a presença feminina contribui para ampliar a capacidade de mediação em diversas ocorrências e inspira novas candidatas a ingressarem na carreira.
Entre elas está Patrícia Martins, aluna da quarta turma, que deixou a advocacia para atuar na segurança pública. Também integra a nova formação Lucilene Dornelas, mãe de três filhos, que destaca a importância da sensibilidade e da empatia no atendimento à população, especialmente em ocorrências envolvendo mulheres.
Segundo a Guarda Civil Municipal, o aumento da participação feminina acompanha a evolução da corporação e fortalece a prestação dos serviços de segurança pública no município.

