O jornalista, advogado, empresário e ex-vereador Norberto Buzzini morreu nesta quarta-feira, (12), às 9h30, em Rio Preto. Tinha 95 anos. A notícia foi publicada pelo Diário da Região ainda na manhã desta quarta-feira, em matéria que traça a trajetória de um dos nomes mais longos da comunicação no Noroeste Paulista. O local e o horário do velório e do sepultamento ainda não haviam sido definidos até a publicação deste texto.
Buzzini nasceu em Rio Preto no dia 16 de janeiro de 1931, filho de Antônio Buzzini e Adelina Alário, neto de imigrantes italianos vindos da Calábria e de Milão. Começou a trabalhar aos 13 anos no comércio da família, a Casa Buzzini, na rua General Glicério. Formou-se em Direito pela Faculdade Fluminense de Direito, em Niterói, em 1956. Foi a combinação entre o conhecimento jurídico, o espírito comercial herdado da família e uma vocação incomum para o jornalismo que moldaria os caminhos que viriam depois.
No final de 1959, participou da aquisição do Diário da Região. A partir de 1960, assumiu a direção do periódico e passou as décadas seguintes construindo o que se tornaria um dos principais veículos de imprensa do interior paulista. Em 1988, ampliou o alcance da empresa com a fundação da rádio FM Diário, expandindo a presença do grupo para o rádio. Até o momento de sua morte, exercia o cargo de diretor-presidente da empresa que ajudou a construir, permanecendo mais de seis décadas à frente de um mesmo projeto de comunicação, raridade em qualquer época.
A vida pública de Buzzini não se restringiu à imprensa. Antes de consolidar o jornal, presidiu a Comissão Central de Esportes do município entre 1958 e 1959, durante a gestão do prefeito Alberto Andaló. Elegeu-se vereador pelo ciclo de 1964 a 1968 e ocupou o cargo de primeiro-secretário da Câmara Municipal em 1967. No ano seguinte, candidatou-se à prefeitura de Rio Preto pelo MDB. Integrou ainda a vice-presidência da Liga Riopretense de Combate à Tuberculose e participou ativamente da Associação Comercial e Industrial de Rio Preto, a Acirp.
O perfil publicado pelo Diário da Região nesta quarta-feira destaca também o período em que Buzzini presidiu o Palestra Esporte Clube, entre 1969 e 1981, conduzindo a reestruturação financeira e patrimonial da instituição durante mais de uma década. Foi membro da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra e integrou a Academia Riopretense de Letras e Cultura como membro honorário desde dezembro de 2009. Foi o reconhecimento pelas letras a um homem que passou a vida entre palavras e páginas impressas.
Buzzini era viúvo de Neuza Castro Buzzini. Deixa os filhos Débora, Fabiano e Luciana, e os netos Murilo, Fábio, Clara, Lorenzo e Lucas.

