O Ministério Público do Estado de São Paulo deu prazo de 20 dias para que o prefeito Fábio Candido apresente esclarecimentos sobre problemas no funcionamento do Centro de Zoonoses do município. Entre os pontos questionados estão a falta de telefone fixo em funcionamento e as políticas adotadas para captura e castração de animais.
As representações chegaram ao MP de forma anônima e relatam dificuldades enfrentadas por protetoras independentes no controle populacional de cães e gatos. Segundo as denúncias, apesar da existência de vagas para castração, a ausência de equipes da Prefeitura para capturar animais em situação de rua impede que o serviço seja efetivamente acessado.
Os relatos indicam ainda que as protetoras não têm condições financeiras de recolher os animais por conta própria nem de arcar com o transporte até o Centro de Zoonoses. O documento também afirma que reuniões já teriam sido realizadas com a Secretaria do Bem-Estar Animal, mas sem avanços práticos.
Outro ponto destacado é a falta de apoio do poder público, como fornecimento de ração e estrutura mínima para o atendimento dos animais. Para as protetoras, a ausência dessas ações contribui para o aumento da procriação descontrolada de cães e gatos abandonados na cidade.
Uma segunda denúncia trata da falta de telefone fixo em funcionamento no Centro de Zoonoses. De acordo com o relato, o serviço estaria inoperante há meses, sob a alegação de problemas com a operadora. A situação dificulta o agendamento de castrações, o acesso a informações, o esclarecimento de dúvidas e a comunicação de ocorrências envolvendo animais.
Diante das denúncias, o Ministério Público enviou ofício ao prefeito, solicitando que apresente explicações e providências no prazo de 20 dias. O órgão reforça a importância do Centro de Zoonoses para a saúde pública e cobra medidas para garantir o atendimento à população e a efetividade das políticas de proteção e controle animal.
Procuradas, as Secretarias do Bem-Estar Animal e da Saúde não responderam sobre a previsão de restabelecimento do telefone, a existência de canais alternativos de atendimento, a criação de equipes para captura e transporte de animais de rua ou possíveis mudanças nas parcerias com protetoras independentes.

