Morreu neste domingo (28), aos 91 anos, a atriz Brigitte Bardot, uma das maiores estrelas do cinema francês. A morte ocorreu em um hospital no sul da França. A causa não foi divulgada. A atriz enfrentava problemas de saúde e passava por longos períodos de internação.

O presidente da França, Emmanuel Macron, lamentou a morte e afirmou que Bardot representou uma vida de liberdade, com impacto duradouro na cultura francesa e mundial.
Nascida em Paris, em 1934, Brigitte Bardot iniciou a carreira como modelo ainda adolescente. Aos 15 anos, estampou a capa da revista Elle e logo chamou atenção do cinema. Estreou nas telas em 1952 e, poucos anos depois, já atuava em produções francesas, italianas e inglesas.
O reconhecimento internacional veio em 1956, com o filme E Deus Criou a Mulher, que a transformou em símbolo sexual e referência de estilo. A partir daí, estrelou dezenas de filmes e trabalhou com grandes nomes do cinema mundial.
Entre os trabalhos mais conhecidos estão O Desprezo, de 1963, e produções ao lado de atores como Alain Delon, Marcello Mastroianni e Sean Connery.
Nos anos 1960, a atriz enfrentou problemas pessoais, como crises emocionais e conflitos familiares. Em 1965, esteve no Brasil e visitou a cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, onde sua passagem ficou marcada. Até hoje, o município mantém uma estátua em sua homenagem.
Brigitte Bardot deixou o cinema em 1973 e passou a se dedicar à defesa dos animais. Criou a Fundação Brigitte Bardot, voltada à proteção de diversas espécies ao redor do mundo.
Nos últimos anos, também foi alvo de críticas por declarações políticas e foi condenada na França por ofensas racistas. Mesmo assim, seu legado artístico segue reconhecido.
Brigitte Bardot deixa um filho, duas netas e uma bisneta.

