O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou a transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília.
Até então, Vorcaro estava preso na Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal.
Segundo a PF, o investigado possui capacidade de mobilizar redes de influência que poderiam interferir nas investigações ou no cumprimento de decisões judiciais.
A transferência para um presídio federal tem como objetivo garantir maior segurança na custódia do investigado e preservar a integridade das investigações.
Durante a apuração, a Polícia Federal também analisou dados extraídos do telefone celular de Vorcaro.
O relatório aponta a existência de pelo menos 47 contatos de autoridades de alto escalão registrados no aparelho.
Entre os documentos encontrados pelos investigadores há planilhas com planejamentos de encontros e jantares que envolveriam ministros do Supremo Tribunal Federal, ex-ministros e parlamentares.
O caso também provocou mudança na relatoria do processo no STF.
Inicialmente, o processo estava sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli. A Polícia Federal pediu sua suspeição após identificar possíveis vínculos entre o magistrado e o investigado.
Após reuniões entre ministros da Corte, Toffoli decidiu deixar a relatoria do caso.
O processo foi redistribuído por sorteio e passou para o gabinete do ministro André Mendonça.

