Manifestação “Acorda Brasil” foi realizada neste domingo, 1º de março de 2026, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato foi convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e teve como mote “Fora, Lula, Moraes e Toffoli”. O protesto fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da Folha de S. Paulo.
Os vereadores de Rio Preto Felipe Alcalá e Eduardo Viana Tedeschi também participaram da manifestação realizada na Avenida Paulista. Ambos estiveram presentes no ato ao lado de lideranças nacionais e apoiadores.

De acordo com o Monitor do Debate Político da USP, o público estimado no pico da manifestação foi de 20,4 mil pessoas, com variação entre 18 mil e 22,9 mil participantes. O número é inferior ao registrado no ato de 7 de setembro de 2025, que reuniu mais que o dobro de pessoas. O custo do trio elétrico foi estimado em cerca de R$ 130 mil, valor arrecadado por meio de financiamento coletivo coordenado por Tomé Abduch.

Entre as principais pautas do ato estavam a defesa da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, o pedido de anistia aos presos pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 e a defesa do impeachment de ministros do STF que, segundo os manifestantes, descumprirem a lei. Também houve críticas ao governo federal, com foco na carga tributária, apelidando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de “Taxad”, além de questionamentos sobre gastos com luxo e uso do cartão corporativo.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, participou do evento usando colete à prova de balas. Ele criticou o sigilo bancário de “Lulinha”, fez menções aos gastos da primeira-dama Janja e pediu a volta do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Flávio também buscou demonstrar união com Nikolas Ferreira após divergências públicas envolvendo Eduardo Bolsonaro.
Também estiveram presentes os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). O governador Tarcísio de Freitas não compareceu por estar em agenda oficial na Alemanha. Eduardo Bolsonaro participou por vídeo e afirmou que a eleição de Flávio seria o caminho para a anistia de Jair Bolsonaro.
Durante o ato, Nikolas Ferreira chamou o ministro Alexandre de Moraes de “pateta” e “panaca”, e afirmou que o destino do ministro seria a cadeia. O pastor Silas Malafaia classificou Moraes como “ditador” e fez acusações relacionadas ao Banco Master e ao escritório de advocacia da esposa do ministro. O prefeito Ricardo Nunes declarou apoio à chapa, afirmando que “o time está escalado e Flávio está escolhido”.
A manifestação ocorreu enquanto a Zona da Mata de Minas Gerais enfrenta uma tragédia provocada por chuvas, com mais de 60 mortos. O governador Romeu Zema foi criticado pelo presidente Lula por não apresentar projetos para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) enquanto participava do ato em São Paulo.
O evento também evidenciou disputas internas no PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi defendida pela deputada Rosana Valle e elogiada por Nikolas Ferreira, após críticas feitas recentemente por Eduardo Bolsonaro e aliados.
