O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou durante audiência pública na Câmara dos Deputados que o governo federal pretende concentrar esforços em quatro frentes para combater o crime organizado: sufocar financeiramente as facções, impedir comunicações ilegais em presídios, aumentar a taxa de esclarecimento de homicídios e fortalecer o combate ao tráfico ilegal de armas.
Segundo o ministro, a estratégia prevê integração entre órgãos de inteligência financeira e fiscal para localizar e bloquear recursos utilizados por organizações criminosas, além da modernização de 138 presídios estaduais para que operem com padrões semelhantes aos de segurança máxima, reduzindo a influência de líderes de facções sobre crimes praticados fora das unidades.
Outro objetivo é ampliar a resolução de homicídios por meio do fortalecimento da perícia criminal, da utilização de bancos de DNA e de exames balísticos, além de intensificar o controle nas fronteiras para impedir a entrada de armas ilegais e enfrentar novas ameaças, como armamentos produzidos por impressão em 3D.
Durante o debate, parlamentares questionaram ações recentes da Polícia Federal envolvendo manifestações políticas e operações internacionais. Wellington Lima afirmou que as investigações seguiram os procedimentos legais e destacou que eventuais decisões adotadas por autoridades estrangeiras não partiram do governo brasileiro.
Ao responder perguntas sobre crimes virtuais, o ministro defendeu medidas regulatórias para plataformas digitais, alegando que o crescimento de golpes eletrônicos e da circulação de conteúdos de abuso sexual infantil exige respostas rápidas do Estado, sem retirar do Congresso Nacional sua competência legislativa.

