O Estado de São Paulo chegou a 98,5% das escolas estaduais conectadas à internet, segundo dados do Censo Escolar 2025. Em 2019, antes da pandemia, esse percentual era de 76%.
A universalização do acesso nas unidades de Ensino Fundamental e Ensino Médio foi possível por causa dos investimentos do governo paulista. Entre 2023 e 2025, foram aplicados cerca de R$ 340 milhões na instalação e manutenção de links de conexão.
Além do acesso à internet, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo também investiu na compra de equipamentos de sistema wi-fi. A medida garante internet em diferentes espaços das unidades escolares.
Segundo o secretário da Educação de São Paulo, Renato Feder, o acesso à internet hoje é indispensável para o aprendizado e para as atividades do dia a dia nas escolas. Ele afirmou que, com conexão estável e de qualidade, os estudantes conseguem realizar atividades planejadas pelos professores e acessar plataformas educativas da rede.
Para escolas de grande porte, com demanda maior de conectividade, a Secretaria ampliou a velocidade para 300 Mbps. As unidades da rede estadual também contam com links extras chamados SD-WAN. Esse segundo link é instalado pela própria escola, com apoio técnico da pasta, a partir de recursos do governo federal.
Para garantir internet em escolas de áreas remotas, o governo paulista investiu em satélites de baixa órbita. Até dezembro do ano passado, 118 unidades de 92 municípios já contavam com esse equipamento. Desde então, mais de 23 mil estudantes passaram a ter acesso à internet.
Renato Feder afirmou que a internet via satélite de baixa órbita tem se mostrado uma solução estratégica para atender escolas localizadas em regiões rurais ou mais afastadas dos centros urbanos.
O projeto piloto com esses satélites começou em 2023 em duas escolas rurais de Miracatu: a Escola Estadual Padre Jofre Manoel e a Escola Estadual Pé de Serra. Para a aluna Maria Vitória Soares Pietro, da 3ª série do Ensino Médio, a mudança foi importante, principalmente em matérias que dependem totalmente da internet, como tecnologia, inovação, robótica e plataformas digitais.
O professor de matemática Giovanny Oliveira de Holanda disse que a instalação do satélite também ajudou na organização de aulas mais variadas e em tarefas administrativas. Segundo ele, ficou mais fácil pesquisar conteúdos, montar mapas mentais, aplicar gamificação e também registrar frequência e preparar avaliações.
A Secretaria da Educação destina R$ 3,6 milhões por ano para a manutenção desses equipamentos.

