O Hospital da Criança e Maternidade (HCM) de Rio Preto completa 13 anos neste mês de outubro com uma estrutura que cresceu junto com a demanda por atendimento materno-infantil. Desde a inauguração, em 2013, a instituição realizou 67.041 partos e ampliou de 166 para 333 o número de leitos.

Referência para mais de 1,5 milhão de habitantes de 102 municípios da região, o hospital atende pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade recebe casos de baixo e alto risco, internações pediátricas e neonatais e realiza procedimentos de alta complexidade, como cirurgias pediátricas e cardiopediátricas.
Em 2014, primeiro ano completo de funcionamento, foram realizados 9.932 partos. Em 2025, o total foi de 6.370, uma média de 17 por dia. Até agosto de 2026, outros 4.472 partos haviam sido registrados.
Entre outubro de 2013 e agosto de 2026, o HCM contabilizou 436.162 atendimentos na emergência pediátrica e 256.216 na emergência obstétrica. No mesmo período, foram 76.590 internações pediátricas, 91.281 internações obstétricas e 38.007 cirurgias pediátricas.
A CardioPed, unidade especializada em cardiologia pediátrica que integra a estrutura do hospital, realizou 5.046 cirurgias cardiopediátricas no período. Já o Posto de Coleta de Leite Humano ampliou sua atuação: os atendimentos passaram de 4.270, em 2014, para 16.482, em 2025, crescimento de 285%.
O número de profissionais também aumentou. Em 2016, o hospital contava com 650 colaboradores. Em 2026, eram 1.473, alta superior a 126% em dez anos.
Para o diretor executivo da Funfarme, Horácio Ramalho, a trajetória representa a consolidação de uma estrutura importante para a assistência materno-infantil regional.
“O HCM nasceu com a missão de oferecer atendimento especializado às crianças, às mães e aos recém-nascidos e, ao longo desses 13 anos, tornou-se uma referência que ultrapassa os limites de São José do Rio Preto. Cada ampliação, cada novo serviço e cada atendimento realizado representam o compromisso da Funfarme com uma assistência de qualidade e com a população que confia em nossas instituições”, afirma.
O diretor administrativo do HCM, Wagner Vicensoto, destaca que a ampliação da estrutura acompanhou o aumento da complexidade dos atendimentos.
“Quando olhamos para esses 13 anos, vemos o quanto o HCM cresceu em estrutura, capacidade e complexidade. Duplicamos o número de leitos e ampliamos serviços e equipes para acompanhar as necessidades da população. Esse crescimento é resultado de um trabalho contínuo de planejamento e investimento, sempre com o objetivo de garantir que a região tenha acesso a uma assistência especializada e segura”, diz.
A vice-diretora administrativa, Marina Catuta, ressalta que os números representam histórias de pacientes e familiares.
“Os números mostram a dimensão do trabalho realizado pelo HCM, mas cada atendimento representa uma pessoa, uma criança, uma mãe e uma família. São histórias diferentes, que chegam ao hospital em momentos de grande expectativa, preocupação ou esperança. Por isso, celebrar os 13 anos é também celebrar todas essas vidas que fazem parte da nossa história”, afirma.
O primeiro bebê
A história do hospital também está ligada à de Felipe Huaixan Ribeiro, primeiro bebê nascido na instituição. Ele veio ao mundo em 15 de novembro de 2013, cerca de um mês depois da inauguração do HCM.
A mãe, Kadge Buzzato, moradora de Paulo de Faria, havia feito o pré-natal no município e inicialmente esperava dar à luz no Hospital de Base. Poucos dias antes do parto, soube que seria encaminhada ao HCM.
Hoje com 12 anos, Felipe continua sendo lembrado pela família como parte da história da instituição.
“Costumo dizer que o Felipe já nasceu fazendo sucesso. Como foi o primeiro bebê, chamou a atenção da cidade toda e demos algumas entrevistas para a imprensa. Ao longo desses anos, sempre que pode, o Felipe dá entrevista para alguém, e toda a família relembra esse dia”, conta Kadge.
Nove meses de internação
Outra história marcante é a de Benjamim Marianno, nascido em dezembro de 2019, após apenas 24 semanas de gestação. Ele pesava 572 gramas e, depois de sofrer uma parada cardíaca logo após o nascimento, permaneceu internado durante nove meses, até receber alta.
“Desde o começo, todos os profissionais do HCM foram extremamente prestativos conosco. Eu sou do Maranhão, então tudo para mim parecia coisa de outro mundo”, conta a mãe, Rutielly de Carvalho Costa Silva.
Prestes a completar 7 anos, Benjamim frequenta a escola, brinca e joga futebol. Segundo a mãe, ele tem algumas limitações decorrentes da prematuridade, mas mantém uma rotina próxima à de outras crianças da mesma idade.
“Por causa da prematuridade, ele tem algumas limitações, mas nada que o impeça de viver. Ele ama ir para a escola e jogar futebol. Não era para ele estar aqui. Ele é o nosso milagre”, afirma.
O HCM possui o selo Hospital Amigo da Criança, concedido a instituições que adotam práticas de incentivo ao aleitamento materno e de humanização da assistência. Também conta com a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência, nível máximo do sistema brasileiro de acreditação hospitalar, que avalia processos assistenciais, segurança do paciente, gestão e melhoria contínua.
Aos 13 anos, o hospital mantém o atendimento a pacientes de Rio Preto e de dezenas de municípios da região, com serviços que vão da assistência ao parto a procedimentos pediátricos de alta complexidade.

