Sessão solene realizada nesta sexta-feira (27), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), em homenagem a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, acabou se transformando em um ato político com clima de campanha. O evento foi visto como um pré-lançamento não oficial da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
O senador Rogério Marinho (PL) foi apontado como um dos coordenadores da pré-campanha de Flávio. Participaram da solenidade o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), e também o vereador de Rio Preto, Eduardo Tedeschi.
Durante o discurso, Flávio Bolsonaro adotou tom de candidato. Ele fez críticas à segurança pública do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à política fiscal. O senador chamou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de “Taxad”. Já Valdemar Costa Neto afirmou que vai percorrer o país ao lado de Flávio e declarou que o senador vencerá as eleições para “libertar” o povo do que classificou como “governo arcaico”. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi citado como “injustiçado” por estar preso em Brasília sob acusação de tentativa de golpe.
O vereador Eduardo Tedeschi afirmou que “foi uma cerimônia importante para a coesão do PL em torno de Valdemar e de Flávio Bolsonaro para a disputa eleitoral deste ano”.

A ausência de Gilberto Kassab, presidente do PSD e secretário do governo Tarcísio, também chamou atenção. Tarcísio afirmou que “esta turma que está aqui” vai apresentar um projeto para o país, frase vista como recado ao PSD, que estuda candidatura própria à Presidência, com nomes como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.

