A Fundação Faculdade de Medicina de Rio Preto (Funfarme) realizou nesta quinta-feira (27) o encerramento do seu Programa de Aprendizagem, considerado o maior da região. Há 23 anos, a iniciativa prepara jovens para o mercado de trabalho e atualmente conta com 230 estagiários e aprendizes em diversas unidades do complexo de saúde.

Para muitos participantes, o programa representa a primeira experiência profissional. É o caso de Ketlyn Renata Cavalcante, de 18 anos, que começou como jovem aprendiz no setor de compras, passou pelo RH e hoje é estagiária na Central de Exames. Ela conta que a oportunidade trouxe mudanças importantes na vida pessoal e profissional.
“Foi meu primeiro emprego e tudo era novo. Aprendi a me desenvolver, perdi a vergonha e hoje espero ser contratada”, afirma.
O programa oferece vagas em várias áreas e segue um cronograma anual de treinamentos comportamentais. Todo mês, os jovens participam de oficinas e palestras que trabalham temas socioemocionais essenciais para o ambiente de trabalho.
O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, destaca que a instituição recebe aprendizes encaminhados por entidades como Arprom, CIEE e Fulbeas. Ele reforça que o compromisso vai além da empregabilidade.
“Eles são acompanhados pelos líderes dos setores e rapidamente se transformam em profissionais preparados. Muitos permanecem na instituição ou seguem carreira em outras empresas, ocupando posições de destaque”, explica.
O juiz da Vara da Infância e Juventude de Rio Preto, Evandro Pelarin, também participou do evento e lembrou que o aprendizado está previsto na legislação como instrumento de inclusão. Segundo ele, o Estatuto da Criança e do Adolescente menciona diversas vezes o trabalho como forma de prevenção e socioeducação.
“A Funfarme cumpre a lei ao abrir espaço para esses jovens. Os benefícios alcançam o adolescente, a família e toda a sociedade”, disse.
A história de Saulo Augusto Silveira mostra o impacto de longo prazo do programa. Ele entrou em 2005 como jovem aprendiz, virou estagiário, participou de seleções internas e hoje é supervisor.
“Toda a minha trajetória profissional começou aqui. Busquei capacitação, assumi responsabilidades e isso me permitiu crescer e oferecer uma vida melhor para minha família. Tudo começou no programa de aprendizagem”, relata.

