A coluna Painel, do portal do jornal Folha de S.Paulo, informou neste domingo (17) que centrais sindicais e movimentos populares vão promover um Dia Nacional de Lutas pelo fim da escala de trabalho 6×1 no próximo dia 24 de maio.
Segundo a publicação, as mobilizações ocorrerão em diversas capitais brasileiras e fazem parte de uma estratégia para pressionar a Câmara dos Deputados antes da votação da proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho.
As entidades defendem a redução imediata da jornada, a garantia de dois dias de descanso semanal e a manutenção dos salários, sem redução da remuneração dos trabalhadores.
A reportagem é assinada pela jornalista Gabriela Echenique, em Brasília.
De acordo com a coluna, a orientação é que o movimento popular realize atos no domingo (24) em todas as capitais do país. Algumas cidades, porém, devem antecipar ou transferir as manifestações para segunda-feira (25) por causa de eventos locais.
É o caso de São Paulo, onde a mobilização está prevista para ocorrer na Avenida Paulista devido à realização da Virada Cultural.
A terça-feira (26) será considerada decisiva pelas centrais sindicais. A data marca a votação da proposta na comissão da Câmara dos Deputados, e as entidades planejam uma presença massiva em Brasília para ocupar salas e galerias do plenário.
Já no dia 27 de maio, sindicatos pretendem fazer ações presenciais em portas de fábricas, empresas e outros locais de trabalho para debater diretamente com os trabalhadores os impactos da escala 6×1.
Segundo a coluna Painel, as mobilizações começaram ainda na sexta-feira (15), com panfletagens em locais de grande circulação, plenárias, audiências nos estados e divulgação de materiais digitais nas redes sociais.
O deputado Léo Prates, do Republicanos da Bahia, deve apresentar nesta semana o texto final da proposta na comissão responsável pela análise do tema.
A votação no colegiado está marcada para o dia 26 de maio.
Ainda segundo a publicação, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, teria garantido o compromisso de colocar a proposta em votação no plenário até o fim de maio.

