O velório do ex-deputado estadual Paulo Frateschi acontece nesta sexta-feira (7) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Familiares, amigos e autoridades prestam as últimas homenagens ao político, que morreu na quinta-feira (6) após ser atacado a facadas pelo próprio filho, em sua casa, na zona oeste da capital.
Entre os presentes está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que viajou de Belém, onde participa da COP30, para se despedir do amigo. Emocionado, Haddad destacou a importância de Frateschi na história política do país e sua dedicação à democracia.
“O Paulo era uma figura excepcional, uma das pessoas mais queridas do PT. Mesmo nos piores momentos, mantinha serenidade e vontade de lutar por um país melhor”, afirmou o ministro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou uma mensagem de condolências, lida pelo irmão de Paulo, o ator Celso Frateschi. Também participaram do velório nomes como José Dirceu, José Genoíno, Ivan Valente, Rui Falcão, Eduardo Suplicy e o escritor Fernando Morais.
O presidente do PT, Edinho Silva, lembrou a trajetória do ex-parlamentar e sua luta pela redemocratização do Brasil. “Paulo era uma liderança forte e dedicada à construção de um país mais justo e humano. É uma perda trágica”, declarou.
Durante o velório, a filha de Paulo, Yara Frateschi, pediu respeito à memória do pai e explicou que o irmão Francisco sofre de um transtorno psíquico. “Ele está doente, não sabia o que fazia. Não é um monstro. Estamos vivendo uma dor imensa”, disse emocionada.
Paulo Frateschi foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e atuou na resistência à ditadura militar, chegando a ser preso e torturado em 1969. Foi deputado estadual entre 1983 e 1987, presidente do PT em São Paulo e secretário municipal nas gestões de Marta Suplicy e Fernando Haddad.
O cortejo seguiu para o Cemitério Memorial Parque Jaraguá, onde o sepultamento o corpo foi sepultado às 15h30.

