A eleição presidencial no Peru avançou para um segundo turno marcado pela disputa entre candidatos ligados à esquerda e representantes do chamado fujimorismo, corrente política associada ao ex-presidente Alberto Fujimori.
A apuração dos votos foi acompanhada por questionamentos, tensão política e episódios de tumulto envolvendo apoiadores dos grupos adversários. O cenário voltou a evidenciar a forte divisão política existente no país andino nos últimos anos.
O segundo turno deve colocar em confronto propostas distintas para áreas como economia, segurança pública, programas sociais e relação do Estado com setores empresariais. O debate também envolve temas ligados à instabilidade institucional enfrentada pelo Peru nos últimos anos, período marcado por sucessivas trocas de presidentes, crises no Congresso e protestos populares.
O fujimorismo permanece como uma das forças políticas mais influentes do país desde os anos 1990, mantendo apoio principalmente entre setores conservadores e parte do empresariado. Já os grupos de esquerda buscam ampliar espaço político defendendo mudanças sociais e maior presença do Estado em áreas estratégicas.
Especialistas avaliam que o resultado da eleição pode influenciar diretamente a estabilidade política e econômica peruana nos próximos anos, além de impactar relações diplomáticas e comerciais do país na América do Sul.
A expectativa é de que a campanha do segundo turno seja marcada por forte polarização, mobilização popular intensa e debates sobre corrupção, crescimento econômico e desigualdade social.

