As escolas estaduais de Rio Preto registraram avanço nas disciplinas de matemática e língua portuguesa no 9º ano do ensino fundamental. Os dados são do Saresp 2025. Para o dirigente regional de ensino, Rizomar Passos Nogueira, o resultado tem relação direta com a qualidade dos alunos que vêm da rede municipal.
Em Língua Portuguesa, a média dos 9º anos das escolas estaduais foi de 247,6 pontos, aumento de 5,9 pontos em comparação com 2023. Em matemática, a média chegou a 264,6 pontos, crescimento de 12,9 pontos em relação aos 251,7 registrados em 2023. Os números são da Agência SP.
Segundo Rizomar, o avanço é reflexo do trabalho feito nos anos iniciais do ensino fundamental pela rede municipal. Ele afirmou que o alicerce na leitura, escrita e cálculo matemático contribui para o bom desempenho nos anos finais.
A rede municipal atende, principalmente, alunos até o 5º ano do ensino fundamental. A partir do 6º ano até a 3ª série do ensino médio, os estudantes passam para a rede estadual.
A secretária municipal de Educação, Rosicler Quartieri, afirmou que os resultados mostram o esforço contínuo em projetos de leitura e no fortalecimento da escrita e do raciocínio lógico. Ela disse que a leitura é a base da aprendizagem e que o acompanhamento das equipes gestoras e professores é fundamental para o avanço dos estudantes.
Rosicler esteve reunida com o dirigente regional. No encontro, Rizomar reforçou a qualidade dos alunos que chegam ao 6º ano da rede estadual, vindos da rede municipal.
O Saresp é aplicado anualmente desde 1996. A avaliação mede o conhecimento dos alunos do 2º, 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental e das três séries do ensino médio, por meio do Provão Paulista Seriado. O objetivo é orientar gestores no monitoramento das políticas públicas de educação. Os dados indicam crescimento no 2º, 5º e 9º anos.
Além do Saresp, os alunos dos 2º anos de 45 escolas municipais tiveram resultado positivo no Índice de Fluência Leitora (IFL). A avaliação é aplicada no início e no final do ano letivo.
Em 2025, o índice de saída foi de 6,6, contra 6,0 em 2024. O índice de entrada subiu de 4,2 para 4,5. A porcentagem de leitores iniciantes e fluentes aumentou de 74,3% para 76,3%. A participação na avaliação chegou a 96% em 2024.
O IFL mede a capacidade dos alunos de ler com precisão, velocidade e entonação adequada. A iniciativa está ligada ao item 4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que trata da Educação de Qualidade, dentro da Agenda 2030.

