Aos 9 anos, Valéria Miranda já aprendeu que cuidar do meio ambiente tem relação direta com qualidade de vida. Moradora de Caucaia, no Ceará, ela conta que gosta de brincar perto de árvores e que aprendeu a separar resíduos para reaproveitar materiais. “Eu gosto de brincar, plantar flores e cuidar da minha família. E aprendi aqui no projeto que se eu separar o resíduo posso fazer outras coisas com ele”, disse.
Valéria participa do projeto Ecocidadão, uma iniciativa socioeducativa promovida pela empresa Marquise Ambiental. Em parceria com outras empresas, o projeto mantém a escola Novo Destino, onde estudantes de baixa renda recebem reforço escolar no contraturno e também têm atividades voltadas à reciclagem e à educação ambiental.
O professor Arley Alves dos Santos explica que as ações buscam desenvolver competências para a vida. “Então a gente consegue trabalhar a educação ambiental, a partir da reciclagem”, afirmou. Já o diretor-presidente da Marquise Ambiental, Hugo Nery, disse que a iniciativa não é obrigação contratual, mas uma parceria construída com a comunidade. “Não é uma visão contratual, é uma visão de você olhar para frente e saber como é que o futuro tem que ser”, declarou.
Outra história citada é a da universitária Lorena Ribeiro, de 23 anos, de Tutóia (MA), que cursa Biologia e atua como voluntária em ações ambientais. Ela participou de iniciativas como a restauração de áreas de restinga, com plantio de mudas nativas, no entorno do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.
A reportagem lembra que o Dia Mundial da Educação Ambiental é celebrado em 26 de janeiro desde 1975. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta a educação ambiental como estratégia para enfrentar a “tripla crise planetária”: mudanças climáticas, poluição e perda de biodiversidade.

