Uma avalanche de gelo e rochas provocou uma sequência de enchentes e deslizamentos na região do Himalaia, atingindo áreas do Nepal e do Tibete, território administrado pela China. O desastre ocorreu na quarta-feira (26) e deixou centenas de mortos e desaparecidos. Os números ainda são atualizados pelas autoridades à medida que as equipes de resgate avançam.
A ocorrência começou com o colapso de uma massa de gelo e rochas que bloqueou o curso de um rio. A estrutura formada pelo material acumulado se rompeu e liberou uma grande quantidade de água, lama e pedras, provocando uma enxurrada que atingiu comunidades, estradas e pontes.
No Nepal, os distritos de Rasuwa e Nuwakot estão entre as áreas atingidas. Vilarejos foram inundados e estruturas foram destruídas. A passagem de Gyirong, na fronteira com o Tibete, também foi atingida, interrompendo vias de transporte e afetando uma região utilizada por moradores, turistas e peregrinos.
Do lado chinês, autoridades registraram mortes e centenas de desaparecidos na região de Gyirong, no Tibete. A China também mobilizou equipes para as operações de busca e resgate. Há preocupação com a possibilidade de uma nova inundação devido ao represamento de água provocado pelos detritos.
Entre os desaparecidos estão moradores da região e estrangeiros que estavam em rotas de turismo e peregrinação para o Monte Kailash. Equipes de emergência utilizam helicópteros, drones e equipes terrestres para localizar sobreviventes e recuperar vítimas.
Especialistas apontam que o derretimento e a instabilidade das geleiras podem aumentar o risco de colapsos e de enchentes repentinas no Himalaia. O fenômeno, conhecido como inundação causada pelo rompimento de reservatórios glaciais, pode liberar grandes volumes de água em pouco tempo.
As operações de resgate continuam, enquanto autoridades nepalesas e chinesas monitoram rios e áreas de montanha em busca de novos pontos de risco.

