A CPMI do INSS ouviu a advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente de entidades de aposentados investigadas pela Operação Sem Desconto. Ela admitiu conhecer pessoas citadas na investigação e reconheceu ter movimentado milhões de reais, mas negou irregularidades e evitou responder perguntas sobre transferências específicas.
Amparada por habeas corpus, Cecília disse que parte dos recursos veio de seu trabalho como advogada, incluindo serviços prestados a associações de aposentados. Ela negou ilegalidades, mas parlamentares demonstraram desconfiança.
O relator, deputado Alfredo Gaspar, citou repasses milionários feitos por Cecília a investigados, entre eles Eric Fidelis, filho de ex-diretor do INSS. Somente para ele, segundo o relator, foram transferidos mais de R$ 4 milhões. Diante das perguntas, a depoente preferiu ficar em silêncio.
Ela também não respondeu sobre repasses a familiares do ex-procurador do INSS Virgílio de Oliveira. Mesmo assim, confirmou que conhece vários nomes ligados ao órgão, afirmando tratar-se de relações institucionais.
O relator citou ainda coincidências de voos entre Cecília e outros investigados, o que ela negou. A advogada também se recusou a detalhar relações com sócios e operadores suspeitos, afirmando não ter acesso às provas.

