A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra e outras cinco pessoas foram presas nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação com o Primeiro Comando da Capital.
Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, pessoas usadas como “laranjas” e aquisição de imóveis e veículos de luxo para ocultar recursos supostamente ligados à facção criminosa.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 327 milhões em bens, além do sequestro de 17 automóveis e quatro imóveis ligados aos investigados.
Os investigadores também apuram conexões do grupo com Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder do PCC e atualmente preso. A operação teve como foco desarticular uma estrutura financeira considerada estratégica para lavagem de dinheiro da organização criminosa.
Além de Deolane, presa em Barueri, também foi detido Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro do esquema. Outro suspeito foi preso na Bolívia.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, afirmou que a operação é de grande porte e envolve pessoas próximas à influenciadora, incluindo responsáveis pela gestão das redes sociais dela.
As investigações começaram em 2019 após apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau, que indicavam possíveis esquemas financeiros ligados à facção.

