Silvio Amaral, do Bioma Laces, em Rio Preto, é hoje um dos cabeleireiros mais respeitados do país. Mas sua trajetória começou longe dos salões. Cresceu na zona rural e ajudava os pais no trabalho do sítio. “Aprendi o valor do esforço e do trabalho”, lembra.
Quando se mudou para a cidade, trabalhou como almoxarife e passou por dificuldades. Um dia, ao descer do ônibus, decidiu mudar de vida. “Liguei para minha mãe e disse que queria fazer um curso de cabeleireiro. Ela se assustou, porque eu mal tinha dinheiro para comer, mas foi o começo de tudo.”
Para pagar os estudos, Silvio trabalhou como confeiteiro. “Fazia bolos e doces durante o dia e estudava à noite. Depois de três anos, decidi abrir meu salão. Foi uma virada. A beleza me curou e me move até hoje.”
Com o tempo, ele transformou o Bioma Laces em referência em tratamentos e recuperação capilar. “Ser cabeleireiro é mais do que mudar a aparência. A gente escuta histórias de vida, alegrias e dores. É uma profissão de cuidado e amor.”
Silvio se orgulha de ter ajudado a formar outros profissionais. “Já formei muitos cabeleireiros que hoje têm seus próprios salões. Isso me enche de orgulho. Ser cabeleireiro é ser feliz e ajudar pessoas todos os dias.”
O Dia do Cabeleireiro, celebrado em 3 de novembro, homenageia também São Martinho de Porres, padroeiro da profissão, símbolo de humildade e generosidade. A data lembra que a beleza está também em cuidar e transformar vidas, como faz Silvio Amaral.

