Cuba marcou nesta quinta-feira (13) os 100 anos do nascimento de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, em meio a uma crise energética e ao agravamento das relações com os Estados Unidos. A data integra um calendário de homenagens iniciado em agosto de 2025.
Os cubanos enfrentaram dois apagões nacionais no início de agosto, em um intervalo inferior a 24 horas. A crise energética está relacionada à capacidade limitada de geração de eletricidade e às dificuldades para importar petróleo e derivados.
Segundo dados citados pela Agência Brasil, Cuba produz cerca de um terço do petróleo necessário para atender à demanda nacional. A situação também afeta a economia, para a qual há estimativa de queda de 6,5% em 2026.
A pressão dos Estados Unidos sobre Cuba também aumentou. O embargo econômico iniciado em 1962 continua em vigor, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, já mencionou a possibilidade de uma ação militar contra a ilha.
Fidel Castro nasceu em 13 de agosto de 1926, em Birán, na província de Holguín. Ele liderou a Revolução Cubana, que derrubou o governo de Fulgencio Batista em 1959, e permaneceu no poder por quase 50 anos.
Seu legado continua sendo objeto de avaliações distintas. Pesquisadores apontam avanços sociais em áreas como saúde, educação e alfabetização, enquanto organizações de direitos humanos registram críticas relacionadas à repressão política, à ausência de alternância de poder e às restrições às liberdades civis.
Fidel deixou a Presidência definitivamente em 2008 e morreu em novembro de 2016, aos 90 anos. O atual presidente cubano é Miguel Díaz-Canel, que sucedeu Raúl Castro em 2018.

