O governo de Cuba debate nesta quarta-feira (17) um conjunto de reformas econômicas e sociais destinado a reestruturar o modelo vigente e enfrentar os impactos do endurecimento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos. As propostas serão analisadas em reunião extraordinária do Comitê Central do Partido Comunista e ainda dependerão da aprovação da Assembleia Nacional.
Entre as mudanças estão alterações nas políticas fiscal, cambial e de comércio exterior, ampliação da autonomia das empresas estatais, descentralização administrativa e estímulos ao investimento estrangeiro. O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que o objetivo é resolver antigas contradições entre o planejamento central da economia e a necessidade de criar incentivos para ampliar a produção e gerar riqueza.
O pacote também prevê reformas no sistema de subsídios, na agricultura, no turismo e no setor imobiliário, além da possibilidade de maior participação de empresas privadas e associações com investidores estrangeiros. Segundo Díaz-Canel, a intenção é manter o compromisso com a justiça social ao mesmo tempo em que busca maior eficiência econômica.
As mudanças ocorrem em um cenário de agravamento das dificuldades enfrentadas pela ilha após novas sanções impostas pelos Estados Unidos, que afetaram o abastecimento de petróleo, elevaram custos internos e provocaram impactos sobre o transporte, a geração de energia e o fornecimento de produtos básicos à população.

