A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (27) mais de 300 requerimentos ligados às investigações sobre descontos indevidos e possíveis fraudes envolvendo aposentados e pensionistas. Foram autorizadas convocações de autoridades, servidores e dirigentes de entidades, além de pedidos de informações a vários órgãos públicos.
A votação ocorreu após longas discussões entre governistas e oposicionistas, o que levou à retirada de mais de 70 requerimentos da pauta. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que os itens que não tiveram consenso voltarão para votação na próxima quinta-feira (4).
Um dos pontos que causou maior disputa foi a convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal. A oposição cobra esclarecimentos sobre sua atuação diante das denúncias. Já governistas afirmam que a convocação tem objetivo político, por ocorrer às vésperas da sabatina no Senado.
Durante a reunião houve troca de acusações e discussão acalorada entre deputados. A confusão começou após a convocação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, pedida por parlamentares da base.
Entre os convocados confirmados está o secretário-executivo da Previdência, Adroaldo da Cunha Portal, além de dirigentes da Ambec, entidade citada em investigações sobre cobranças irregulares.
Os requerimentos aprovados também pedem auditorias e relatórios ao INSS, TCU, Banco Central, Polícia Federal e Ministério Público, além de documentos sobre operações como Egrégora, Sem Desconto e Unblok.
Requerimentos ligados à área de tecnologia e a ex-assessores ainda não foram votados e devem voltar à pauta na próxima semana.

