Os políticos que fazem parte da Comissão que investiga o INSS aprovaram, nesta quinta-feira, a quebra do sigilo do banco e das contas do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ele é filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. O repórter Alex Rodrigues contou que o pedido foi feito pelo deputado Alfredo Gaspar.
O nome de Lulinha apareceu em uma decisão da Justiça sobre a Operação Sem Desconto. Essa operação investiga um esquema que tirava dinheiro de aposentados em todo o Brasil sem eles deixarem.
A polícia encontrou mensagens no celular de um homem conhecido como “Careca do INSS”, que seria o chefe do esquema. Nessas mensagens, ele fala em entregar 300 mil reais para “o filho do rapaz”. Para a polícia, esse apelido seria uma referência a Lulinha. O deputado Gaspar disse que olhar as contas dele é muito importante para a investigação.
A defesa de Fábio Luís divulgou uma nota dizendo que ele não tem nada a ver com essas fraudes e que nunca recebeu dinheiro de crimes. O advogado Guilherme Suguimori Santos disse que pediu para ver o processo no Supremo Tribunal Federal para poder explicar tudo direitinho, mas que ainda não teve acesso aos documentos.
Nesta reunião, os deputados e senadores aprovaram outros 86 pedidos. Eles querem olhar as contas do Banco Master e chamar para depor o empresário Augusto Ferreira Lima. Ele é suspeito de ajudar a esconder as irregularidades no banco.
Outras pessoas também foram chamadas para falar na comissão, como o ex-deputado André Moura. Segundo o deputado Rogério Correia, André Moura é apontado como um dos organizadores das fraudes no INSS, principalmente no estado de Sergipe. Também foram chamados a empresária Danielle Fontelles e Gustavo Gaspar, que trabalhava com um senador.
Gustavo Gaspar foi alvo de uma operação da polícia em dezembro do ano passado. Ele é suspeito de ter ligações com as pessoas que faziam os descontos falsos no pagamento dos aposentados.
Todos esses pedidos foram votados de uma vez só, sem muita conversa. Depois que o resultado saiu, houve confusão entre os parlamentares, com empurra-empurra e briga, e a reunião precisou ser parada.
A comissão ainda vai ouvir o empresário Paulo Camisotti. O pai dele já está preso acusado de roubar dinheiro de aposentados. Outras duas pessoas foram chamadas, o deputado Edson Araújo e o advogado Cecílio Galvão, mas eles não apareceram hoje.
O deputado Edson Araújo disse que está doente e não pode sair de São Luís, no Maranhão. Já o advogado Galvão disse que tinha outros compromissos de trabalho. Por causa disso, o presidente da comissão, Carlos Viana, avisou que a polícia pode ir buscar o advogado para ele falar à força.

