China e Estados Unidos concordaram em reduzir tarifas sobre US$ 60 bilhões em mercadorias comercializadas entre os dois países. O acordo envolve produtos como milho, trigo, carnes, laticínios, cosméticos e equipamentos médicos norte-americanos, além de eletrodomésticos, brinquedos e artigos domésticos chineses.
Pelo entendimento, cada país indicou US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis para receber tratamento tarifário mais favorável. Segundo o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a medida amplia o acesso ao mercado chinês para cerca de 30% das exportações norte-americanas destinadas ao país.
A China também anunciou a criação de um grupo de trabalho sobre agricultura, que deverá realizar a primeira reunião antes do fim do ano para discutir acesso aos mercados e questões regulatórias.
Outro ponto do acordo prevê que a China importe 10 milhões de toneladas de carvão dos Estados Unidos por ano em 2027 e 2028. Petróleo e gás natural liquefeito não foram incluídos nas listas de redução tarifária.
Os dois países também concordaram em manter conversas sobre investimentos, inteligência artificial, serviços financeiros e ampliação dos voos diretos entre os territórios.
A trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo será prorrogada por dois meses, até 10 de janeiro. Segundo o Ministério do Comércio da China, o período permitirá avaliar os entendimentos em andamento e manter um ambiente mais previsível para empresas dos dois países.

