A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura a atuação de empresas terceirizadas contratadas pelo município retomou as oitivas nesta semana, mas voltou a enfrentar a ausência de responsáveis convocados para prestar esclarecimentos.
Na manhã desta terça-feira (20), participaram da sessão o presidente da CEI, João Paulo Rillo (PT), o relator Abner Tofanelli (PSB) e o membro Pedro Roberto (Republicanos). Na ocasião, foi ouvida uma ex-funcionária da empresa WWS, que prestou informações sobre a gestão do departamento pessoal da terceirizada.
Também estavam previstos os depoimentos do proprietário da WWS, Rubens Datti Neto, e do ex-gerente da empresa na Prefeitura, Luís Guilherme Garcia. Ambos não compareceram à oitiva. Diante da ausência, os vereadores decidiram solicitar a condução coercitiva dos dois para uma data futura.
No período da tarde, estavam agendados os depoimentos de Gilmar Ferreira da Silva, proprietário da empresa GF Prestação de Serviços, e de Gabriela Barbato, diretora da mesma empresa. Os dois encaminharam atestados médicos para justificar a falta.
Durante a sessão, o vereador Pedro Roberto criticou a ausência dos convocados. Segundo ele, os responsáveis deveriam explicar diretamente aos trabalhadores os problemas enfrentados. “Eles deveriam estar aqui e falar para mais de mil funcionários sobre o descumprimento de direitos trabalhistas e demissões em massa”, afirmou.
A comissão também avalia a situação da empresa Produserv, que atua na área da Educação e participa de nova licitação, mas já apresenta relatos de atraso no pagamento de funcionários.
A CEI das Terceirizadas deve concluir os trabalhos e apresentar o relatório final com os encaminhamentos de cada caso no mês de fevereiro.

