A Seleção Brasileira inicia neste sábado (13) sua caminhada rumo ao hexacampeonato mundial. Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, o Brasil enfrenta o Marrocos às 19h (horário de Brasília), no Estádio MetLife, na região de New Jersey-Nova York, nos Estados Unidos, pela primeira rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
A partida terá transmissão ao vivo pela Globo, ge tv, sportv, NSports, SBT e Cazé TV e marcará o início da trajetória da equipe brasileira na primeira edição do Mundial disputada simultaneamente por três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.
Depois do confronto contra os marroquinos, a seleção volta a campo no dia 19 de junho para enfrentar o Haiti, às 21h30 (horário de Brasília), no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. O último compromisso da fase de grupos será em 24 de junho, diante da Escócia, às 19h, no Hard Rock Stadium, em Miami.
Além da classificação às oitavas de final, terminar a fase de grupos na liderança pode representar uma vantagem logística importante para o Brasil. Caso conquiste o primeiro lugar da chave, a equipe enfrentará o segundo colocado do Grupo F — formado por Holanda, Japão, Tunísia e Suécia — e permanecerá em território americano durante toda a competição.
O primeiro desafio, porém, promete ser dos mais difíceis. O Marrocos chega embalado por uma sequência invicta nas Eliminatórias Africanas, competição na qual venceu os oito jogos disputados, marcou 22 gols, sofreu apenas dois e garantiu classificação com ampla vantagem sobre os adversários.
A equipe africana ocupa atualmente a oitava posição no ranking mundial da Fifa e passa por uma renovação sob o comando do técnico Mohamed Ouahbi, treinador belga de 49 anos que assumiu o cargo após a saída de Walid Regragui. Antes de dirigir a seleção principal, Ouahbi conquistou o título da Copa do Mundo Sub-20 de 2025 e trabalhou nas categorias de base do Anderlecht.
A expectativa é de que os marroquinos adotem uma postura mais ofensiva do que nos últimos anos, utilizando uma formação próxima do 4-3-3, explorando a velocidade pelos lados do campo, os contra-ataques rápidos e a força nas jogadas de bola parada. A principal dificuldade apontada pelos analistas é enfrentar equipes que atuam com linhas defensivas mais baixas.
Entre os principais nomes do elenco estão o lateral-direito Achraf Hakimi, do Paris Saint-Germain e capitão da equipe, eleito recentemente o melhor jogador africano do ano; o atacante Brahim Díaz, do Real Madrid e artilheiro da última Copa Africana de Nações com cinco gols; o meio-campista Ismael Saibari, do PSV Eindhoven, autor de 19 gols na última temporada europeia; e o jovem Ayyoub Bouaddi, de apenas 18 anos, ex-capitão da seleção francesa sub-21 e uma das principais promessas do futebol marroquino.
O Marrocos também chega cercado por uma polêmica recente. Após disputar a final da Copa Africana de Nações, viu o Senegal abandonar o gramado em protesto contra um pênalti assinalado nos minutos finais da partida. Com a interrupção do jogo, o título foi atribuído provisoriamente aos marroquinos, enquanto o caso segue sob análise da Corte Arbitral do Esporte (CAS).
O desempenho do país nas últimas temporadas consolidou o crescimento do futebol marroquino no cenário internacional. Depois de alcançar as semifinais da Copa do Mundo de 2022, a nação também foi escolhida para sediar, ao lado de outros países, a Copa do Mundo de 2030, tornando-se o primeiro representante do norte da África a receber partidas do principal torneio do futebol mundial.
Diante desse cenário, a estreia brasileira reúne ingredientes de um grande confronto. De um lado, uma seleção tradicional em busca do sexto título mundial. Do outro, um adversário que vive o melhor momento de sua história e pretende confirmar o protagonismo conquistado no futebol internacional nos últimos anos.

