O Brasil abriu 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado representa queda de 57,3% em relação a junho, quando foram criadas 137.044 vagas, e redução de 56,3% na comparação com julho de 2025, quando o saldo foi de 133.932 empregos.
Considerando os meses de julho desde 2020, o resultado deste ano é o menor da série. A metodologia atual do Caged impede a comparação com períodos anteriores a 2020.
Entre janeiro e julho, o país acumulou 972.203 novos empregos formais, uma redução de 20,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas 1.229.107 vagas.
Setores
Quatro dos cinco setores analisados registraram saldo positivo em julho. Serviços liderou, com 24.098 novos postos, seguido pela construção civil, com 12.691, agropecuária, com 12.523, e indústria, com 11.315.
O comércio foi o único setor com saldo negativo, com 8.114 postos a menos. No varejo, foram 3.674 demissões a mais que contratações.
Nos serviços, transporte, armazenagem e correio abriram 18.150 vagas, enquanto saúde humana e serviços sociais registraram 12.235 novos postos. A educação teve saldo negativo de 7.352 empregos.
Na construção civil, as obras de infraestrutura geraram 7.087 vagas e os serviços especializados para construção, 4.253.
Na indústria, a fabricação de produtos alimentícios abriu 6.994 postos, seguida pela fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 3.440, e pela fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com 1.950.
Estados
O Sudeste registrou 21.668 novos empregos em julho, seguido pelo Nordeste, com 18.973, Centro-Oeste, com 9.943, e Norte, com 8.375. O Sul teve saldo negativo de 628 postos.
Entre os estados, São Paulo liderou a geração de empregos, com 17.814 vagas, seguido por Mato Grosso, com 5.766, e Minas Gerais, com 5.199.
Cinco estados tiveram saldo negativo: Espírito Santo, com menos 2.605 postos; Rio Grande do Sul, menos 903; Tocantins, menos 366; Santa Catarina, menos 248; e Distrito Federal, menos 134.
Segundo o Ministério do Trabalho, no Espírito Santo, o resultado está relacionado ao fim da safra de café. Em Tocantins, as perdas ocorreram principalmente no comércio e na agropecuária. No Rio Grande do Sul, as demissões se concentraram na indústria do fumo e no comércio.
Ao final de julho, o Brasil tinha 48.082.866 trabalhadores com carteira assinada, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% na comparação com julho de 2025.

