Especialistas defendem que o Brasil aproveite o avanço da cooperação tecnológica com a China para fortalecer sua soberania digital e ampliar a capacidade nacional de desenvolvimento em inteligência artificial (IA).
A avaliação é que o cenário internacional tem sido marcado por uma disputa crescente entre Estados Unidos e China pelo domínio das tecnologias de inteligência artificial, semicondutores, infraestrutura digital e processamento de dados. Nesse contexto, o Brasil pode ampliar investimentos em pesquisa, inovação e formação de profissionais, reduzindo a dependência de soluções desenvolvidas no exterior.
Os estudiosos destacam que a cooperação internacional pode favorecer a transferência de tecnologia, a realização de projetos conjuntos e o fortalecimento da indústria nacional voltada ao desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.
Outro ponto considerado estratégico é a criação de infraestrutura própria para armazenamento e processamento de dados, garantindo maior autonomia em áreas como pesquisa científica, saúde, educação, agricultura, serviços públicos e indústria.
A discussão também envolve aspectos relacionados à segurança da informação, proteção de dados, regulação da inteligência artificial e formação de um ambiente favorável à inovação tecnológica, permitindo ao país acompanhar a rápida evolução do setor em escala mundial.

