O Botafogo viveu uma das piores noites de sua história recente nesta quinta-feira (13), no Peru. O time carioca foi goleado pelo Cienciano por 6 a 1, no estádio Inca Garcilaso de la Vega, em Cusco, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana. A derrota deixou o clube em situação complicada na competição.
O resultado começou a ser construído ainda no primeiro tempo. O Cienciano marcou quatro vezes em 34 minutos e foi para o intervalo com 4 a 0. Matías Succar e Neri Bandiera participaram diretamente da goleada, que expôs dificuldades defensivas do Botafogo, principalmente nas bolas aéreas.
Na segunda etapa, Matheus Martins descontou para o Botafogo, mas a reação não avançou. Bandiera e Succar voltaram a marcar e fecharam o placar em 6 a 1. Succar terminou a partida com três gols.
A altitude de Cusco, a mais de 3.300 metros acima do nível do mar, foi apontada pelo técnico Franclim Carvalho como um dos fatores que dificultaram a atuação. O treinador também reconheceu que a equipe havia se preparado para a principal característica do adversário, mas mesmo assim sofreu quatro gols em jogadas aéreas.
A derrota também entrou para uma lista de resultados negativos do Botafogo. O 6 a 1 para o Cienciano aparece entre as maiores goleadas sofridas pelo clube e foi apontado como a maior derrota de uma equipe brasileira na história da Copa Sul-Americana.
A consequência imediata é a necessidade de uma vitória por cinco gols de diferença no jogo de volta para levar a decisão aos pênaltis. Para avançar diretamente, o Botafogo precisará vencer por seis gols de diferença. O confronto será disputado na próxima quinta-feira (20), no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Além da situação na Sul-Americana, o resultado aumenta a pressão sobre o trabalho de Franclim Carvalho e sobre o elenco. A equipe precisará administrar as críticas, recuperar a confiança e, antes da partida decisiva, voltar as atenções para o Campeonato Brasileiro, no qual enfrenta o Vitória fora de casa.
Para o Botafogo, portanto, o jogo de volta não será apenas uma tentativa de buscar a classificação. Será também a oportunidade de responder a uma das derrotas mais pesadas de sua trajetória recente. A vantagem construída pelo Cienciano transformou o confronto em uma situação de desvantagem que exige uma das maiores reações da história do clube em competições internacionais.

