O Carnaval está entre os períodos mais perigosos do ano no trânsito. Ruas cheias, estradas movimentadas e consumo de bebida alcoólica aumentam o risco de acidentes. O que muita gente só descobre depois da batida é que o prejuízo pode ir muito além da multa e da suspensão da carteira de motorista.
Mesmo em pequenas quantidades, o álcool afeta os reflexos, o raciocínio e a tomada de decisões. No Carnaval, isso se reflete em mais colisões, atropelamentos e danos a outros veículos. Quando o motorista está alcoolizado, o problema não termina no acidente.
As apólices de seguro costumam ser claras: se for comprovado que o condutor dirigia sob efeito de álcool, a seguradora pode negar o pagamento da indenização. Nesse caso, o sinistro deixa de ser coberto.
Segundo especialistas, o consumo de bebida alcoólica é considerado agravamento intencional do risco. Isso significa que a seguradora pode recusar o pagamento do conserto do veículo, dos danos a terceiros e até de eventuais indenizações por ferimentos ou ações judiciais.
“O consumo de álcool caracteriza agravamento intencional do risco. Nesses casos, a seguradora pode recusar o pagamento do sinistro, conforme o que está previsto em contrato”, afirma Leonardo Duarte, da Sevisa Corretora de Seguros.
Na prática, o motorista pode acabar arcando sozinho com despesas que superam, em muito, o valor pago pelo seguro ao longo do ano. Além das penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro, há a perda da principal proteção financeira do carro.
Para evitar esse tipo de dor de cabeça no Carnaval, a orientação é simples: se for beber, não dirija. Usar transporte por aplicativo, táxi, carona com alguém que não consumiu álcool ou planejar a volta com antecedência são atitudes que reduzem riscos e evitam prejuízos maiores.

