A indústria do Noroeste Paulista acumulou superávit de US$ 1,13 bilhão na balança comercial entre janeiro e agosto de 2026. O resultado considera os 102 municípios atendidos pela regional do CIESP Noroeste Paulista e confirma a importância do comércio exterior para a economia da região.

As exportações somaram US$ 1,36 bilhão, crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2025. Já as importações alcançaram US$ 229,4 milhões, alta de 10,4% na comparação anual.
Para o diretor de Comércio Exterior do CIESP Noroeste Paulista, Caubi Camargo, os números mostram a força e a capacidade de adaptação das empresas locais. Segundo ele, o avanço simultâneo das exportações e importações revela uma indústria integrada ao mercado internacional, com competitividade e produção diversificada.
Entre os produtos mais exportados, os açúcares e artigos de confeitaria lideraram, com 37,4% das vendas externas. Na sequência apareceram carnes e miudezas comestíveis, com 24%, e preparações alimentícias diversas, responsáveis por 11,3%. Os números reforçam a vocação agroindustrial do Noroeste Paulista.
Nas importações, os principais produtos foram leite, laticínios e ovos de aves, com 31,3%; peixes, crustáceos e moluscos, com 29,2%; e máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos, com 12,6%. A compra de máquinas indica também investimentos das indústrias regionais em modernização e aumento da produtividade.
A China permaneceu como principal destino das exportações, recebendo 16,6% das vendas. Países Baixos, também conhecidos como Holanda, ficaram com 5,8%, seguidos pelos Estados Unidos, com 5,2%.
Entre os fornecedores, o Chile respondeu por 26,5% das importações regionais, seguido pelos Estados Unidos, com 23,8%, e pela China, com 20,8%.
Caubi Camargo destacou que o superávit mostra o fortalecimento da economia regional e afirmou que o CIESP continua oferecendo suporte logístico, aduaneiro e estratégico para ajudar mais empresas a conquistar espaço no mercado internacional.

