A Comissão Permanente de Defesa da Família e da Vida realizou sábado (21), uma audiência pública para debater a situação do aborto no país e os impactos na saúde física e mental das mulheres. O encontro ocorreu na Câmara e reuniu vereadores, convidados e público interessado no tema.

A audiência foi comandada pelo presidente da Comissão, vereador Felipe Alcalá (PL). Ele esteve acompanhado do membro da Comissão, vereador Odélio Chaves (Podemos), e do suplente Marcelo Renato (Novo).

Também participaram da mesa o coordenador da Comissão Arquidiocesana em Defesa da Vida, Valdir Bonhin, o médico ginecologista e obstetra Henrique Shinomata, o professor Lucas Belussi, Célio Torres Junior, graduado em filosofia, além do ex-vereador e ex-presidente da Câmara, Jean Charles Serbeto.

Valdir Bonhin apresentou um panorama sobre tratados de direitos humanos, métodos contraceptivos e a legalização do aborto em alguns países. O professor Lucas Belussi abordou o debate sobre o início da vida e comentou uma discussão que propõe a legalização do aborto até os nove meses de gestação. “Há uma discussão de quando começa a vida. Eu sou cristão e acredito que a vida começa na concepção. A gente pode entender uma discussão biológica sobre quando começa a vida. Sempre se justificou o aborto nos primeiros meses porque ainda não existe a vida. Depois do sexto mês de gestação, que o feto tem viabilidade e vai viver fora do útero, não se tem sentido em falar sobre aborto, mas sim de um homicídio e de um crime contra a humanidade”, afirmou.
Célio Torres Junior falou sobre a evolução da legalização do aborto no país e citou casos registrados no Brasil. Ele também comentou o debate em andamento no Supremo Tribunal Federal relacionado à assistolia fetal. “O Brasil é um país de pessoas que acreditam na vida, que acreditam que a vida deve ser preservada”, disse.
Jean Charles Serbeto destacou a importância de eventos como esse para ampliar o conhecimento sobre o tema. “A gente só vai se envolver nas causas quando tiver informação e puder ser multiplicador disso. Essas falas de hoje vêm despertar em cada um de nós a vontade de buscar mais informações sobre os temas de fontes seguras”, afirmou.
O médico Henrique Shinomata explicou o procedimento da assistolia fetal, que, segundo ele, provoca sintomas semelhantes aos de um infarto no feto. Ele também comentou sobre possíveis sequelas relatadas por mulheres após o uso de anticoncepcionais e da pílula do dia seguinte.
O presidente da Comissão, vereador Felipe Alcalá, reforçou a importância da participação no debate público. “Se nós não ocuparmos nossos espaços, outras pessoas vão ocupar. Precisamos nos posicionar. Os defensores do aborto não perdem uma oportunidade de falar sobre o tema, nós também precisamos nos posicionar”, afirmou.
A audiência foi encerrada com uma bênção do padre Felipe, da Canção Nova, que acompanhou o evento durante toda a programação.

