A ativista Betty Mae Agi, nascida em Brasília e moradora de Anápolis (GO), criou um movimento que já distribuiu mais de 60 mil chinelos em 24 países. A ideia surgiu durante um trabalho voluntário em Angola, quando ela e a irmã perceberam que muitas crianças ficavam descalças e sofriam com doenças causadas pelo contato direto com o chão e esgoto aberto.
Na volta ao Brasil, elas iniciaram uma campanha nas redes sociais para arrecadar 250 pares. A meta foi atingida em dois dias e pedidos começaram a chegar de vários lugares do mundo. Assim nasceu a ONG Compaixão Internacional, que continua o trabalho até hoje.
Para Betty, um simples chinelo garante dignidade, segurança e até acesso à escola. Ela lembra que, segundo dados internacionais, milhões de crianças vivem descalças, principalmente pessoas não brancas.
Autista, palestrante e biomédica, Betty superou dificuldades pessoais para continuar sua missão. Recentemente, venceu um reality show nacional de palestras entre quase 36 mil inscritos. Para ela, o propósito do projeto é o que dá força para seguir adiante.

