O artista guatemalteco Edgar Calel, do povo indígena Kaqchiqel-maia, inaugurou em Brumadinho (MG) a exposição “Ru Jub’ulik Achik’ – Aromas de um sonho”, no Instituto Inhotim. A mostra é uma grande homenagem à cultura e à espiritualidade de seu povo, com obras que unem elementos da natureza, da vida familiar e dos sonhos. As informações sãodo site de arte O artista guatemalteco Edgar Calel, do povo indígena Kaqchiqel-maia, inaugurou em Brumadinho (MG) a exposição “Ru Jub’ulik Achik’ – Aromas de um sonho”, no Instituto Inhotim. A mostra é uma grande homenagem à cultura e à espiritualidade de seu povo, com obras que unem elementos da natureza, da vida familiar e dos sonhos. As informações são do site https://artebrasileiros.com.br/.

Calel ficou conhecido no Brasil após participar da Bienal de São Paulo em 2023. Agora, volta com uma exposição individual que ocupa toda a Galeria Lago do Inhotim. São 15 obras, sendo 12 criadas especialmente para o espaço, feitas durante quase dois meses em que o artista e sua família viveram na cidade mineira.
A mostra tem esculturas, objetos de barro, montes de terra, tambores, velas e frutas tropicais. Há também referências à vida familiar, como uma caminhonete cheia de figuras que representam os parentes do artista, e um espaço inspirado na casa de sua avó, com máscaras, bordados e instrumentos musicais usados em cerimônias.
Calel diz que vê muitas semelhanças entre o Brasil e a Guatemala, principalmente entre os povos indígenas. “Os problemas são os mesmos. As diferenças são mais nas palavras do que na vida”, afirma. Ele destaca que a arte pode unir culturas e lembrar que todas têm o mesmo valor.
A exposição foi feita em conjunto com os curadores Beatriz Lemos e Lucas Menezes, que também visitaram a cidade natal do artista, San Juan Comalapa. Eles destacam que o trabalho de Calel valoriza o tempo, o coletivo e o respeito à natureza — valores importantes para os povos ameríndios.
“Aromas de um sonho” fica em cartaz até 2027 e convida o visitante a conhecer a visão de mundo Kaqchiqel-maia, onde a arte, o trabalho e a vida estão sempre ligados à família, à memória e à terra. Para o artista, “o aroma de um sonho é também o aroma da vida”.

