O fim do casamento não deve representar o afastamento do pai da vida dos filhos. Segundo o psicólogo Bruno Garibaldi, de Rio Preto, a presença e a participação na rotina das crianças continuam sendo fundamentais mesmo após a separação do casal.
Na semana do Dia dos Pais, celebrado neste domingo (9), o especialista alerta para situações em que os filhos acabam envolvidos nos conflitos entre os adultos, sendo usados como mensageiros, fonte de informações sobre o outro responsável ou como forma de pressão.
“A criança não deve ser usada como mensageira, espiã ou moeda de troca. O primeiro passo após o término é os adultos conseguirem administrar a separação sem colocar os filhos no meio do conflito”, afirma Garibaldi.
Segundo o psicólogo, dificultar a convivência ou falar negativamente sobre o outro genitor pode prejudicar o desenvolvimento emocional da criança e comprometer a construção dos vínculos familiares.
Ele destaca que a chegada de novos relacionamentos ou a formação de uma nova família também exige atenção para que a relação com os filhos do casamento anterior não seja deixada de lado.
“Quando existe uma sensação de abandono, podem aparecer insegurança, medo de perder pessoas e dificuldade para confiar e estabelecer vínculos. Por isso, trabalhamos muito a ideia de que o pai não é um visitante do fim de semana”, explica.
Garibaldi afirma que tem observado uma mudança no comportamento de muitos pais separados, que passaram a buscar maior participação na educação, saúde e rotina dos filhos.
Segundo ele, atividades como acompanhar os filhos na escola, participar de reuniões, acompanhar tratamentos e estar presente em momentos de lazer ajudam a fortalecer a relação.
“O pai presente contribui para autonomia, segurança e confiança. A criança percebe que pode contar com ele e tende a se sentir mais segura para falar, se expressar e enfrentar situações difíceis”, afirma.
Para o psicólogo, a paternidade continua após o término do relacionamento e envolve mais do que responsabilidades financeiras.
“Ser pai é estar presente. Mesmo quando o casamento termina, a responsabilidade afetiva e o vínculo com os filhos continuam.”

