O futebol brasileiro viveu um dia de destaque dentro e fora das quatro linhas. Enquanto a Seleção Brasileira Feminina Sub-20 encerrou sua série de amistosos preparatórios para a Copa do Mundo com vitória por 3 a 1 sobre Portugal, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ressaltou a trajetória dos convocados para o Mundial de 2026 e celebrou um marco alcançado pelos goleiros Alisson e Ederson.
Na cidade portuguesa de Aveiro, a equipe comandada por Camilla Orlando derrotou Portugal com dois gols de Clarinha e um de Ana Bia. O amistoso fechou a preparação realizada na Europa antes da disputa da Copa do Mundo Feminina Sub-20, que será realizada em setembro, na Polônia.
O Brasil começou melhor e abriu vantagem ainda nos primeiros minutos, com Clarinha marcando aos sete e aos 12 minutos, o segundo em cobrança de falta. Portugal diminuiu aos 17 da etapa inicial, mas Ana Bia voltou a ampliar no início do segundo tempo, garantindo o triunfo por 3 a 1.
Antes da vitória sobre as portuguesas, a Seleção havia perdido para a Finlândia Sub-23 por 4 a 1 e vencido a Coreia do Sul por 3 a 0, encerrando a sequência de amistosos com duas vitórias em três partidas.
Na Seleção principal, Alisson e Ederson passaram a integrar um grupo restrito de goleiros brasileiros convocados para três edições de Copa do Mundo. Ambos estiveram presentes nos Mundiais de 2018, 2022 e agora em 2026, juntando-se a nomes históricos como Gilmar, Taffarel, Dida, Júlio César, Carlos e Waldir Peres.
Entre os arqueiros brasileiros, apenas Castilho e Emerson Leão participaram de quatro Copas do Mundo. Alisson chega ao torneio de 2026 com nove partidas disputadas em Mundiais, enquanto Ederson soma uma atuação, registrada na fase de grupos da Copa de 2022.
Também nesta semana, a CBF lançou o projeto “26 Ruas”, composto por um filme e um livro que revisitam os locais onde cada um dos convocados para a Copa deu os primeiros passos no futebol. A iniciativa percorreu ruas, bairros e campinhos espalhados pelas cinco regiões do país para resgatar as origens dos jogadores.
O material emocionou atletas como Danilo e Bruno Guimarães, que destacaram a importância de manter viva a conexão com os locais onde começaram a jogar. O projeto também evidencia o papel histórico do futebol de rua na formação de gerações de jogadores brasileiros e percorreu ainda a cidade italiana onde o técnico Carlo Ancelotti passou parte da infância.

