O Palácio das Águas, sede da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Rio Preto, completou 71 anos na quinta-feira (1). Inaugurado em 1955, o prédio se tornou um dos principais símbolos do saneamento e da história do município.

A construção acompanhou um período de crescimento e transformação urbana de Rio Preto. Com o aumento da população e da demanda por água, a estação passou a ter papel importante na ampliação do sistema público de abastecimento.
Além da função operacional, o Palácio das Águas passou a fazer parte da paisagem e da memória da população. Sua arquitetura e sua história ajudaram a transformar o prédio em uma referência do desenvolvimento urbano e da evolução do saneamento na cidade.
Em 2004, a importância histórica, arquitetônica e social do imóvel foi reconhecida oficialmente com o tombamento pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Turístico (Comdephact).
Em 2007, o Palácio das Águas também foi escolhido como uma das Sete Maravilhas de Rio Preto em concurso promovido pelo jornal Diário da Região.
Atualmente, o abastecimento de água do município conta com uma estrutura formada por poços dos aquíferos Bauru e Guarani, sistemas de reservação, redes de distribuição e unidades de tratamento operadas pelo SeMAE.
A história da estação também está ligada à Represa Municipal. A água captada passa por etapas de coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção e fluoretação antes de ser distribuída à população.
Ao longo das décadas, o sistema de saneamento incorporou novas estruturas e tecnologias. Hoje, o SeMAE utiliza sistemas de controle, monitoramento e automação para aumentar a segurança e a eficiência da produção e da distribuição de água.
Aos 71 anos, o Palácio das Águas continua ligado ao cotidiano e à identidade de Rio Preto. Preservar o prédio também significa manter viva parte da história de uma cidade que cresceu junto com seu sistema de saneamento.

