Os 480 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Maria Emmelina Roquette Verdi, no Jardim Campo Belo, em Rio Preto, participaram durante agosto de atividades sobre o folclore brasileiro e os riscos do uso de cerol e de outras linhas cortantes.
As atividades utilizaram pipas e outros brinquedos populares para trabalhar conteúdos relacionados à cultura brasileira e, ao mesmo tempo, orientar os estudantes sobre os riscos provocados pelas linhas cortantes.
O cerol pode atingir motociclistas, ciclistas e pedestres e provocar ferimentos graves. Em Rio Preto, a utilização de cerol em linhas de pipas é proibida pela Lei Municipal nº 10.842/2010. A Lei Municipal nº 12.683/2017 também proíbe a fabricação, comercialização e distribuição de “linha chilena” e artefatos similares.
Durante o projeto, os alunos produziram pipas, capuchetas ou capuchos, além de murais com artes, textos, colagens e poemas relacionados ao folclore e aos riscos das linhas cortantes.
Os estudantes também relataram o que aprenderam durante as atividades.
“Aprendi que o cerol é muito perigoso e pode causar acidentes graves. Por isso, também conversei com o meu irmão para ele não usar cerol quando for soltar pipa”, disse Ana Laila Oliveira dos Santos, 10 anos, do 5º ano A.
“Aprendi que o cerol pode causar acidentes graves e até levar pessoas para o hospital. É algo muito perigoso e que pode até causar mortes”, afirmou Odair Matheus Lima Batista, 10 anos, do 5º ano A.
“Aprendi sobre o folclore, as diferentes culturas, os personagens e as brincadeiras. Também aprendi que o cerol pode causar machucados graves e, quando enrosca nos fios, pode provocar outros problemas”, contou Isabelle Beatriz dos Santos, 11 anos, do 5º ano A.
Segundo a diretora da escola, Monica Fernanda Salles, o projeto surgiu a partir da preocupação com acidentes provocados pelo uso de cerol. A proposta foi levada à equipe pedagógica e passou a integrar conteúdos e habilidades previstos para cada etapa de ensino.
“Foi muito rico, sem dúvida. As crianças tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura popular, vivenciar a brincadeira e, ao mesmo tempo, refletir sobre a importância de não usar o cerol”, afirmou.
O encerramento ocorreu nesta sexta-feira (29), com uma atividade em que os alunos soltaram as pipas produzidas durante o projeto. A ação também reforçou a mensagem de que a utilização de pipas deve ocorrer sem linhas cortantes.

