Com a aproximação do período eleitoral, adesivos com nomes, números e imagens de candidatos podem aparecer nos carros. A colocação do material, por si só, não significa perda automática da cobertura do seguro. O principal ponto de atenção está na forma como o veículo será utilizado e nas condições previstas no contrato.
Segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep), informações como tipo de utilização do automóvel, região de circulação e perfil dos condutores fazem parte da avaliação de risco das seguradoras. Caso essas condições sejam alteradas durante a vigência do contrato, a mudança deve ser comunicada à seguradora.
Para Rosi Dellatorre, presidente do Clube dos Corretores de Seguros de Rio Preto, o motorista deve verificar as condições da apólice antes de alterar a rotina do veículo. “Colocar um adesivo no carro, por si só, não significa ficar sem seguro. A atenção deve estar no uso que será feito do veículo. Se ele passar a participar com frequência de carreatas, ações de campanha ou outras atividades diferentes daquelas informadas na contratação, o ideal é conversar com o corretor e verificar se houve mudança no risco”, explica.
O questionário de avaliação de risco pode considerar, entre outros fatores, se o automóvel é utilizado profissionalmente, para lazer ou em deslocamentos diários. Informações incorretas ou a omissão de circunstâncias que possam influenciar a avaliação do risco podem ter consequências na análise de um eventual sinistro.
Vandalismo
Os danos provocados por terceiros também exigem atenção. As situações cobertas e excluídas variam conforme o produto contratado e as condições estabelecidas por cada seguradora. Por isso, um dano ocorrido durante uma manifestação política não pode ser considerado automaticamente coberto em todos os contratos.
A cobertura compreensiva de automóveis geralmente inclui eventos como colisão, incêndio, roubo e furto, mas existem diferentes produtos e coberturas disponíveis. Danos em vidros e outros componentes também podem depender das coberturas contratadas.
“Seguro não deve ser analisado apenas depois que alguma coisa acontece. Se o motorista pretende mudar a rotina do veículo durante o período eleitoral, vale fazer uma consulta antes. Em poucos minutos, o corretor consegue verificar a apólice, orientar sobre as coberturas contratadas e indicar se é necessário comunicar alguma alteração à seguradora”, afirma Rosi Dellatorre.
A situação de um carro particular que recebe apenas um adesivo e mantém sua rotina habitual é diferente daquela de um veículo que passa a circular regularmente em carreatas ou a ser utilizado em atividades de campanha.
Antes de adesivar ou modificar a utilização do automóvel, a orientação é consultar a apólice e informar ao corretor como o veículo será usado durante o período eleitoral.

