O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou deflação de 0,01% em julho. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador apresenta alta de 4,10%. Em 2026, a alta acumulada é de 3,50%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado de julho foi o primeiro negativo desde agosto de 2025, quando o INPC havia recuado 0,21%. O índice acompanha a variação de preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos e é utilizado como referência para o reajuste de salários de diversas categorias.
O INPC pesquisa 367 produtos e serviços. A composição do índice dá maior peso aos alimentos, que representam cerca de 25% da estrutura de cálculo, enquanto no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) essa participação é de aproximadamente 21%.
A diferença ocorre porque o INPC acompanha famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento à alimentação. O IPCA, considerado o índice oficial de inflação, acompanha famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
Em julho, o IPCA registrou alta de 0,07% e acumula avanço de 4,44% em 12 meses. O resultado foi influenciado pelo comportamento dos preços dos alimentos.
O INPC também tem impacto sobre salários e benefícios. O acumulado em 12 meses é usado como referência para reajustes de diversas categorias. O salário mínimo considera o resultado do índice de novembro em sua fórmula de cálculo, enquanto benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e outros valores seguem regras específicas de correção.
A coleta do INPC é realizada em regiões metropolitanas e em outras áreas urbanas do país. O objetivo do indicador é acompanhar a variação dos preços da cesta de consumo da população assalariada de menor rendimento.

