O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), informou que manterá as medidas judiciais relacionadas à acusação de estupro feita durante os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O parlamentar descartou qualquer acordo de retratação com o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e afirmou que continuará com processos por denunciação caluniosa e representações em diferentes órgãos.
Segundo a defesa, Gaspar protocolou petição na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhada ao ministro Gilmar Mendes, oferecendo espontaneamente material genético para eventual exame de DNA. Os advogados solicitaram que a decisão sobre o compartilhamento do material seja tomada no prazo de 72 horas.
A equipe jurídica informou que a coleta foi realizada em 24 de abril, por determinação da Justiça de Alagoas, e que o material permanece disponível para utilização nas investigações.
A acusação foi mencionada em 28 de março pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS, da qual Alfredo Gaspar era relator. O documento, posteriormente rejeitado pela comissão, pedia o indiciamento de ex-ministros, dirigentes e de Fábio Luís Lula da Silva.
Nos bastidores, o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) tentou intermediar uma solução para o impasse. Segundo relatos, Lindbergh avaliou divulgar uma nota afirmando que não existem provas contra Gaspar, proposta considerada suficiente por Sóstenes para encerrar a controvérsia. A assessoria do parlamentar petista confirmou que a publicação do documento está em análise, mas afirmou que isso não representa mudança de posicionamento.
Gaspar informou ainda que manterá representações contra Lindbergh e Soraya Thronicke no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, no Conselho de Ética do Senado, na Procuradoria-Geral da República e no Supremo Tribunal Federal.

