Mulheres de diferentes regiões do Brasil passaram a integrar uma rede nacional voltada à defesa do clima, da biodiversidade e dos territórios. A iniciativa busca fortalecer a participação feminina nos debates sobre políticas ambientais, adaptação às mudanças climáticas e proteção dos recursos naturais.
A articulação reúne lideranças indígenas, quilombolas, agricultoras familiares, pesquisadoras, representantes de organizações da sociedade civil e defensoras de direitos humanos. O objetivo é ampliar a troca de experiências, incentivar ações conjuntas e fortalecer a presença das mulheres nos espaços de decisão sobre questões ambientais.
Entre as prioridades da rede estão a preservação dos biomas brasileiros, o combate ao desmatamento, a proteção das comunidades tradicionais e a promoção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à justiça climática.
As participantes também defendem maior investimento em ações de adaptação aos eventos climáticos extremos, que têm provocado impactos crescentes sobre populações vulneráveis e atividades econômicas em diversas regiões do país.
A criação da rede ocorre em um momento de ampliação das discussões internacionais sobre mudanças climáticas e da preparação para novos compromissos relacionados à redução das emissões de gases de efeito estufa e à conservação dos ecossistemas.

