O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desistiu de implantar a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas por navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A decisão representa um recuo em relação ao anúncio feito na segunda-feira (13), que havia provocado forte reação nos mercados financeiros e elevada nos preços internacionais do petróleo.
A proposta previa a cobrança sobre embarcações que utilizassem a principal rota marítima para o transporte mundial de petróleo. A medida gerou preocupação entre governos, empresas de navegação e agentes do mercado diante do risco de aumento dos custos do comércio internacional e de novos impactos sobre a inflação global.
Após avaliações internas e da repercussão internacional, a Casa Branca informou que a cobrança não será implementada.
Apesar do recuo, o governo norte-americano afirmou que manterá a estratégia de ampliar a pressão econômica e diplomática sobre o Irã. Segundo a administração de Trump, outras medidas continuam sendo estudadas para restringir as atividades do governo iraniano e reforçar a segurança na região do Golfo Pérsico.
O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas estratégicas do comércio mundial. Cerca de um quinto do petróleo comercializado no planeta passa diariamente pelo corredor marítimo, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã.
A desistência da cobrança reduziu parte das preocupações do mercado com possíveis impactos imediatos sobre o abastecimento global de petróleo, embora as tensões geopolíticas na região continuem sendo acompanhadas por investidores e governos.

