Agricultores familiares atendidos pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) tiveram aumento de até 30% na renda, segundo estudo divulgado pelo governo federal. A pesquisa foi desenvolvida pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), analisando os efeitos do programa que compra alimentos da agricultura familiar e os destina a entidades assistenciais em todo o país.
Um dos exemplos é o da agricultora Celia Maria da Silva Soares, de 66 anos, moradora de um assentamento rural em Teresina (PI). Ela e o marido produzem alimentos como feijão, mandioca, milho, frutas e hortaliças, que são comercializados por meio do programa federal. Segundo a produtora, a participação no PAA trouxe melhorias para a qualidade de vida da família e permitiu ampliar a produção agrícola.
Desde 2023, o governo federal investiu cerca de R$ 2 bilhões no programa, adquirindo mais de 376 mil toneladas de alimentos. Aproximadamente 140 mil agricultores familiares participaram da iniciativa, beneficiando cerca de 9 milhões de pessoas atendidas por mais de 9 mil entidades sociais em todo o Brasil.
O levantamento também apontou redução de até 57% na probabilidade de permanência dos agricultores no Cadastro Único, indicando menor dependência de programas assistenciais. Em 2024, o PAA esteve presente em 3.334 municípios brasileiros, alcançando todas as regiões do país e ampliando a participação de comunidades indígenas entre os beneficiários.

