Os preços da gasolina e do diesel aumentaram menos no Brasil do que a média registrada em diversos países após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. É o que aponta levantamento do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), que comparou a evolução dos preços entre 23 de fevereiro e 8 de junho deste ano.
Segundo o estudo, a gasolina teve alta média mundial de 17,5%, enquanto no Brasil o aumento foi de 4,9%. No caso do diesel, a média internacional chegou a 23,3%, contra elevação de 13,6% no mercado brasileiro. O levantamento destaca que países como Estados Unidos e Argentina registraram aumentos significativamente superiores aos observados no Brasil.
Na avaliação do Ineep, a política de preços e os mecanismos de subsídios adotados pelo governo federal contribuíram para amortecer os impactos da crise internacional sobre o consumidor brasileiro. Ainda assim, o instituto considera que essas medidas são insuficientes para enfrentar problemas estruturais do setor energético nacional.
O estudo defende que uma estratégia de longo prazo deve incluir o fortalecimento da Petrobras, a ampliação da capacidade de refino e maior presença estatal em áreas estratégicas da cadeia de abastecimento. O boletim também destaca que, no mesmo período analisado, o etanol hidratado apresentou queda de 7,3%, impulsionada pelo início da safra 2026/2027 e pelo aumento da oferta do produto.

