O Governo de São Paulo iniciará um projeto-piloto para combater a proliferação de algas no Rio Tietê por meio de tecnologia baseada em ondas ultrassônicas. A iniciativa será implantada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) no Córrego do Esgotão, em Sabino, região que enfrenta recorrentes episódios de formação da chamada “nata verde” na superfície da água.
Serão instaladas 14 boias inteligentes interligadas, capazes de emitir ondas ultrassônicas que dificultam a permanência das algas próximas à superfície, reduzindo sua capacidade de realizar fotossíntese e interrompendo seu ciclo de crescimento. O sistema dispensa o uso de produtos químicos e foi desenvolvido para atuar sem causar impactos ao ecossistema aquático.
Além do controle das algas, as boias funcionarão como estações automáticas de monitoramento, medindo continuamente indicadores como oxigênio dissolvido, pH, turbidez, temperatura, clorofila e ficocianina. Uma estação meteorológica também fará o cruzamento de dados sobre chuva, vento e temperatura para antecipar condições favoráveis às florações. Todo o sistema será alimentado por energia solar e baterias de lítio.
Com investimento de cerca de R$ 9 milhões, a tecnologia será aplicada em uma área de aproximadamente 960 mil metros quadrados, equivalente a mais de 130 campos de futebol. A instalação está prevista para agosto e os primeiros resultados deverão ser avaliados cerca de 90 dias após o início da operação. O projeto integra o Programa IntegraTietê e busca ampliar as ações de recuperação ambiental do principal rio paulista.

