A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1 permanece parada no Senado Federal por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O texto ainda não foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e a reunião de líderes que discutiria o tema também não foi realizada.
A proposta prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece a obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que ainda não recebeu qualquer comunicação sobre o envio da matéria para análise.
Especialistas apontam que o adiamento reflete preocupações com os impactos econômicos da medida e com a resistência de setores empresariais, sobretudo em um ano eleitoral. Enquanto governistas cobram rapidez na votação da PEC que veio da Câmara, Alcolumbre encaminhou para análise uma proposta alternativa apresentada pela oposição, que mantém a escala atual e permite contratação por hora trabalhada.
Durante a semana, senadores favoráveis à mudança defenderam prioridade para o tema, enquanto parlamentares contrários alertaram para possíveis aumentos de custos para empresas e para a economia. Paralelamente, o presidente do Senado colocou em votação o projeto que utiliza recursos do Fundo Social do Pré-Sal para renegociação de dívidas do agronegócio, apesar das ressalvas apresentadas pelo governo federal.

