O Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, celebrado nesta sexta-feira (12), reforça a necessidade do diagnóstico precoce dessa condição, considerada fundamental para aumentar as chances de sobrevivência e reduzir sequelas nos pacientes. A orientação é destacada pela equipe multidisciplinar da CardioPedBrasil, Centro do Coração da Criança do Hospital da Criança e Maternidade (HCM/Funfarme), em São José do Rio Preto, referência nacional no atendimento de cardiopatias congênitas e adquiridas.
Segundo a cardiointensivista pediátrica Carolina Campos, muitas cardiopatias se desenvolvem ainda durante a formação do bebê no útero e podem não apresentar sinais clínicos logo após o nascimento. Por isso, identificar o problema ainda na gestação permite planejar o parto em uma unidade preparada e iniciar o tratamento no momento mais adequado, envolvendo uma equipe formada por obstetras, neonatologistas, cardiopediatras e cirurgiões cardíacos.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 28 mil e 30 mil crianças nascem anualmente no Brasil com algum tipo de cardiopatia congênita, condição que representa a malformação mais frequente ao nascimento. Mundialmente, a estimativa é de que um em cada cem recém-nascidos apresente algum defeito cardíaco. O principal exame para rastreamento ainda durante a gravidez é o ecocardiograma fetal, responsável por avaliar a estrutura e o funcionamento do coração do bebê antes do parto.
Após o nascimento, o acompanhamento continua com a realização obrigatória do Teste do Coraçãozinho em recém-nascidos com idade gestacional superior a 34 semanas, antes da alta hospitalar. O exame, feito por meio da oximetria de pulso, auxilia na identificação de cardiopatias congênitas críticas que podem passar despercebidas nos primeiros dias de vida. Quando necessário, o ecocardiograma pediátrico confirma o diagnóstico e orienta o tratamento.
Com quase 25 anos de atuação, a CardioPedBrasil já realizou mais de 7 mil cirurgias cardíacas pediátricas, sendo que mais de 60% dos pacientes operados são bebês com menos de um ano de idade. Reconhecido como Centro de Excelência pela ONG americana Children’s HeartLink, o serviço mantém parcerias internacionais e conta com UTI, enfermaria especializada e centro cirúrgico de alta tecnologia, recebendo pacientes de diversas regiões do país e contribuindo também para a formação de profissionais especializados.

